quinta-feira, 5 de novembro de 2009

• PESCOÇO


Digástrico:

Esse músculo possui dois ventres que estão ligados por um tendão intermediário que é preso ao osso hióide.
Inserção Superior do Ventre Anterior: Fossa digástrica da mandíbula
Inserção Inferior do Ventre Anterior: Tendão intermediário
InserSuperior do Ventre Posteriorção : Processo mastóide do osso temporal
Inserção Inferior do Ventre Posterior: Tendão Intermediário
Inervação:
Nervo Facial (7º par craniano) - Ventre Posterior
Nervo Mandibular (Ramo do nervo trigêmeo - 5 par craniano) - Ventre Anterior
Ação: Eleva o osso hióide puxando-o para trás e baixa a mandíbula

Estiloióideo:
Paralelo ao ventre posterior do músculo digástrico
Inserção Superior: Processo estilóide (temporal)
Inserção Inferior: Osso hióide
Inervação: Nervo Facial (7º par craniano)
Ação: Eleva o osso hióide puxando-o para trás

Miloióideo:
Forma o assoalho da boca.
Inserção Superior: Linha miloióidea (mandíbula) e rafe tendinosa
Inserção Inferior: Osso hióide
Inervação: Nervo Mandibular (5º par craniano - Ramo do nervo trigêmeo)
Ação: Eleva o osso hióide, eleva a língua forçando-a para trás

Genioióideo:
Inserção Superior: Espinha mentoniana (mandíbula)
Inserção Inferior: Osso hióide
Inervação: Nervo do Hipoglosso (12º par craniano)
Ação: Traciona o osso hióide para frente e para cima

PESCOÇO
Platisma ou Cutâneo do Pescoço:

Inserção Superior: Camada profunda da derme da região mentoniana, borda inferior do corpo da mandíbula, comissura labial e linha oblíqua externa da mandíbula
Inserção Inferior: Camada profunda da derme da região subclavicular e acromial
Inervação: Nervo Facial (7º par craniano)
Ação:
Fixo Superior - Eleva a pele do tronco superior e forma rugas transversais do pescoço
Fixo Inferior - Baixa a pele da região mandibular


ASSOALHO DA BOCA (VISTA SUPERIOR)

Esternocleidoióideo (Esternohióideo):


Inserção Superior: Borda inferior do corpo do osso hióide
Inserção Inferior: Face posterior do manúbrio do esterno e 1/4 medial da clavícula
Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide



Inserção Superior: Lamina da cartilagem tireóide da laringe
Inserção Inferior: Face posterior do manúbrio do esterno e 1ª cartilagem costal
Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide e a cartilagem tireóide



Inserção Superior: Osso hióide
Inserção Inferior: Lâmina da cartilagem tireóide
Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide


Possui dois ventres e um tendão intermediário:
Inserção Superior do Ventre Superior: Borda inferior do corpo do osso hióide
Inserção Inferior do Ventre Superior: Tendão intermediário
Inserção Medial do Ventre Inferior: Tendão intermediário
Inserção Lateral do Ventre Inferior: Borda superior da escápula
Os músculos supra e infra-hióideos juntos mantém o osso hióide, propiciando base firme para os movimentos da língua
Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide e puxa-o levemente para trás

• FAZER O IMPOSSIVEL !

“Impossível é apenas uma grande palavra, usada por muita gente fraca que prefere viver no mundo onde está em vez de usar o poder que tem para mudá-lo.Impossível não é um fato. É uma opinião.Impossível não é uma declaração. É um desafio. Impossível é hipotético.O impossível é temporário.O impossível é nada”

• VIDA E MORTE

Morte celular

É difícil de acreditar, mas os organismos vivos não estão em equilíbrio com o meio. Somente a morte e a decomposição restabelecem o equilíbrio.Durante o nosso crescimento e desenvolvimento a energia dos alimentos é empregada na construção de moléculas complexas e na concentração de íons e substâncias no interior de nossas células. Essas substâncias complexas não estão disponibilizadas em abundância na natureza. Obte-las e armazena-las é tarefa difícil e dispendiosa. E além disso, é necessário que nós matemos alguma forma viva. Não fazemos fotossíntese!Quando o organismo morre, ele perde a capacidade de obter energia a partir dos alimentos. Sem energia no interior das células, elas não podem mais manter gradientes de concentração e, assim, os íons e substâncias retornam ao ambiente.Viver é lutar contra o retorno, tentamos com todas as forças reter em nós algo que não nos pertence. Tomar emprestado foi concedido pela natureza e, mais cedo ou mais tarde, teremos que devolver.Morrer é então restabeler o equilíbrio. É devolver uma concessão temporária. Permitindo que outro organismo nasça e desequilibre, e morra mais uma vez para voltar a equilibrar.Logo, é fácil entender porque morremos.Morremos para outro poder viver!Não somos fim, somos apenas meio!


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

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• DISTÚRBIOS DO CÉREBRO E DOS NERVOS

Tremor Câimbras Mioclonias Hipofonoglossia (Soluços) • Síndrome de Tourette Coréia e Atetose Doença de Huntington Distonia Doença de Parkinson Paralisia Supranuclear Progressiva Síndrome de Shy-Drager distúrbios de Coordenação

Um movimento muito simples como o de levantar uma perna requer um sistema complexo de comunicação que envolve o cérebro, nervos e músculos. Quando uma área do sistema nervoso que regula o movimento apresenta uma lesão ou uma anormalidade, o indivíduo pode apresentar uma ampla variedade de distúrbios do movimento.
Tremor
O tremor é um movimento oscilante, involuntário e rítmico produzido quando os músculos contraem e relaxam repetidamente. Todo mundo apresenta um certo grau de tremor, denominado tremor fisiológico, embora, na maioria dos indivíduos, ele seja muito discreto para ser percebido. Os tremores são classificados de acordo com sua velocidade e ritmo, com a sua localização e sua freqüência e com a sua gravidade. Os tremores de ação ocorrem quando os músculos encontram-se em atividade; os tremores de repouso ocorrem quando os músculos encontram- se em repouso. Os tremores de repouso podem fazer com que um membro superior ou inferior trema mesmo quando o indivíduo encontra- se totalmente relaxado. Esses tremores podem ser um sinal de doença de Parkinson. Os tremores de intenção ocorrem quando o indivíduo realiza um movimento intencional. Os tremores essenciais são tremores que geralmente manifestam-se no início da vida adulta, tornam-se lentamente mais evidentes e são de causa desconhecida.

Câimbras
A câimbra é uma contração súbita, de curta duração e, geralmente, dolorosa de um músculo ou de um grupo muscular. As câimbras são comuns nos indivíduos saudáveis, especialmente após um exercício extenuante. Alguns apresentam câimbras nas pernas durante o sono. As câimbras podem ser causadas por uma circulação inadequada aos músculos como, por exemplo, após uma refeição, o sangue flui principalmente para o trato gastrointestinal e não para os músculos. Comumente, as câimbras são inofensivas e não exigem tratamento. Normalmente, elas podem ser previnidas evitando- se a realização de exercícios após uma refeição e realizando alongamento antes do exercício e antes de dormir.

Mioclonias
As mioclonias são movimentos fugazes de excitação ou de relaxamento muscular que acarretam uma contração rápida e sincronizada dos músculos envolvidos. Os espasmos mioclônicos podem afetar a maioria dos músculos simultaneamente, como ocorre comumente quando um indivíduo adormece. Esses espasmos também podem ser limitados a uma mão, a um grupo muscular do braço ou da perna ou mesmo a um grupo de músculos faciais. As mioclonias multifocais são causadas pela falta súbita de oxigenação cerebral, por determinados tipos de epilepsia ou por doenças degenerativas que ocorrem no final da vida. Se as contrações mioclônicas forem muito graves a ponto de exigir tratamento, as medicações anticonvulsivantes (p.ex., clonazepam ou ácido valpróico) algumas vezes podem ser úteis.

Hipofonoglossia (Soluços)
A hipofonoglossia, uma forma de mioclonia, é caracterizada por espasmos repetidos do diafragma (o músculo que separa o tórax do abdômen), seguidos por fechamentos rápidos e ruidosos da glote (a abertura localizada entre as pregas vocais que controla o fluxo de ar aos pulmões). A hipofonoglossia ocorre quando um estímulo dispara os nervos que contraem o diafragma. Os nervos envolvidos podem ser aqueles que chegam e saem do diafragma ou, pelo fato de a contração do diafragma ser responsável por cada respiração, podem ser os nervos que chegam e saem da área cerebral que controla a respiração. A maioria dos episódios de hipofonoglossia é inofensiva.

Síndrome de Tourette
A síndrome de Tourette é um distúrbio no qual tiques motores e vocais ocorrem freqüentemente ao longo do dia e duram pelo menos um ano. Freqüentemente, a síndrome de Tourette se inicia na infância, com tiques simples (espasmos musculares repetidos, involuntários e sem finalidade aparente) e evolui para episódios de movimentos complexos, incluindo tiques vocais e respiração espástica abrupta. Inicialmente, os tiques vocais podem ter a forma de grunhidos ou da emissão de um som similar a um latido, evoluindo rapidamente para a episódios compulsivos e involuntários de praguejamento.
Coréia e Atetose
A coréia consiste em movimentos involuntários, breves, espasmóticos, como movimentos de dança, que começam em uma parte do corpo e passam a outra de forma brusca e inesperada e, freqüentemente, de modo contínuo. A atetose é o fluxo contínuo de movimentos lentos, sinuosos, de contorção, geralmente nas mãos e nos pés. A coréia e a atetose podem ocorrer simultaneamente (coreoatetose).
Doença de Huntington
A doença de Huntington (coréia de Huntington) é uma doença hereditária na qual indivíduos de meia-idade apresentam espasmos ocasionais e perda gradual das células cerebrais, evoluindo para a coréia, a atetose e a deterioração mental. O gene da doença de Huntington é dominante e, conseqüentemente, os filhos de indivíduos com essa doença apresentam uma probabilidade de 50% de apresentá-la. Como a doença de Huntington começa sutilmente, é difícil determinar a idade exata do seu início. Habitualmente, os sintomas começam entre os 35 e os 40 anos

Distonia
Na distonia, contrações musculares involuntárias, contínuas, repetidas e lentas podem causar “congelamento” no meio de uma ação, assim como movimentos de rotação ou de torsão do tronco, do corpo inteiro ou de segmentos do corpo.
Doença de Parkinson
A doença de Parkinson é um distúrbio degenerativo e lentamente progressivo do sistema nervoso e possui várias características particulares: tremor de repouso, lentidão no início dos movimentos e rigidez muscular. A doença de Parkinson afeta cerca de 1 em cada 250 indivíduos com mais de 40 anos e cerca de um em cada 100 indivíduos com mais de 65 anos.

• PROBLEMAS NA COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral é o eixo do corpo humano, sendo capaz de sustentar, amortecer e transmitir o peso corporal. Tem como principal característica a flexibilidade e suas funções são a proteção da medula espinhal, movimentação, manutenção da posição ereta e suporte do peso corporal. Ela é composta por 33 vértebras sendo 7 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 4 coccígeos.
À medida que o recém-nascido adquire controle sobre seu corpo, a forma da coluna progressivamente se altera ocorrendo uma modificação na curvatura. A curvatura cervical desenvolve-se à medida que a criança tenta erguer a cabeça, por volta dos 3 meses e se consolida na época de sentar e engatinhar. Já a curvatura lombar desenvolve-se quando tracionada nos esforços de ficar de pé, porém torna-se firme e consolidada por volta dos 2 anos de idade.


Estas curvaturas são compensatórias da postura ereta assumida pelo homem, onde a cervical suporta o peso da cabeça e alivia em parte, a ação dos músculos da nuca em manter a extensão da cabeça e do pescoço. A lombar compensa a desvantagem da curvatura torácica (de concavidade anterior) e sustenta o peso do corpo. A curva tende a ser suave e gradual e a estes níveis a coluna é relativamente forte, porém, as áreas de transição de uma curvatura para outra são mais agudas, estão sujeitas a maior força de tração, possuem maior mobilidade e são potencialmente mais vulneráveis.
Cifose / Lordose / Escoliose / Hérnia de disco intervertebral / Artrose / Lombalgia

• OSTEOARTROSE


As definições de osteoartrose variam, mas ela é considerada uma afecção crônica, degenerativa e progressiva que afeta as articulações sinoviais. Caracteriza-se por dor, limitação da ADM e possível deformidade nos estágios mais avançados. Cartilagem e ossos são afetados antes das estruturas periarticulares. Anteriormente pensava-se que fosse uma afecção na qual a resposta normal de reparação aos danos diários às articulações estivesse ausente. Entretanto, acredita-se cada vez mais que a osteoartrose pode ser resultado de vários processos diferentes que levam a doença articular sintomática.
A osteoartrose é uma afecção, primária ou secundária, que pode ter origem tanto na cartilagem como no osso subcondral ou mesmo no líquido sinovial, como facilmente se deduz da análise de suas formas secundárias, mas que tem, como resultado final, lesões anatômicas características, representadas por degeneração cartilaginosa, eburnificação do osso subcondral e remodelagem óssea, podendo haver, também, sinovite de grau variável, geralmente nas fases mais evoluídas do processo

CLASSIFICAÇÃO
A classificação das artroses variam mas segundo Cooper apud Chadwick, 2001 podem ser classificadas em:
* Número de articulações afetadas, ou seja, pode ser mono, oligo ou poliarticular.
* Tipo: Inflamatória: quando existe inflamação evidente em várias articulações;Erosiva - tipicamente uma osteoartrose poliarticular agressiva, que afeta principalmente as articulações interfalângicas das mãos, progride com rapidez e é acompanhada por destruição óssea detectável em radiografias. Em geral, as osteoartrose que progridem rapidamente são as que provocam diminuição de 2 mm ou mais no espaço articular em um período de 6 meses.Generalizada - que afeta muitas articulações em mulheres com idade entre 45 e 64 anos.
* Localização: por exemplo, osteoartrose nodular, freqüentemente inflamatória, que afeta as articulações das mãos.

INCIDÊNCIA
A osteoartrose é uma afecção bastante comum, com 44 a 70% dos indivíduos acima dos 55 anos apresentando evidências radiológicas (Fisher apud Chadwick,2001), enquanto, na faixa etária acima de 75 anos, esse número eleva-se a 85% (Moskowitz apud Chadwick,2001). O período mais comum de início do desenvolvimento da afecção é entre 50 e 60 anos. Estima-se que entre a população acima de 65 anos, cerca de 12% tende a ter osteoartrose sintomática.A incidência da osteoartrose sintomática aumenta com a idade e o peso. As articulações do joelho, as interfalângicas distais, carpometacarpicas e as articulações facetarias são as mais freqüentes afetadas.
As mulheres, contudo, tendem a ter doença poliarticular mais grave, que freqüentemente afeta as mãos e os joelhos . A idade, a genética e a presença de outras patologias articulares afetam as estruturas biomecânicas das articulações e influenciam a localização e a severidade do desenvolvimento da osteoartrose em uma articulação

GONARTROSE
A osteoartrose do joelho, também chamada de gonartrose, é a localização periférica mais comum, predominando entre os 51 e 60 anos, preferindo o sexo feminino. Defeitos posturais da articulação, como joelho valgo e varo, são freqüentemente responsáveis pelas formas secundárias. Está amplamente demonstrada a ligação entre gonartrose e obesidade, notadamente nas mulheres. Profissões que exigem flexão prolongada e repetitiva dos joelhos também constituem fator de risco para seu desenvolvimento atingindo tanto as articulações fêmoro-patelar como a fêmoro-tibial.
Os sintomas variam em função da gravidade das lesões: a dor, em princípio, aparece quando a junta é utilizada mais intensamente. À medida que o processo se agrava, ela surge aos pequenos esforços e até mesmo em repouso, sendo característica muitas vezes, a queixa de dor ao se levantar de uma cadeira, com melhora após alguns passos. O exame físico pode detectar aumento de volume da articulação, atrofia do quadríceps, dor a palpação das interlinhas articulares e à mobilização da rótula, que pode estar parcialmente ou totalmente bloqueada, cerpitação palpável a flexo-extensão, limitação da mobilidade articular, calor e derrame, quando há componente inflamatório. A limitação da extensão do joelho e a bilateralidade do processo são causas significativas de incapacidade (Moreira, 2001).

TRATAMENTO
O tratamento das osteoartrose continua sendo, basicamente, sintomático, mas hoje já se pode exercer alguma influência positiva no controle de sua sintomatologia e evolução. Com a identificação de alguns fatores de risco passíveis de intervenção como obesidade, estresse mecânico, trauma, inflamação articular, algumas desordens congênitas e doenças endócrinas, já se torna possível abordagem mais adequada e direta de prevenção primária e secundária da enfermidade. (Moreira, 2001). O tratamento cirúrgico muitas vezes pode se tornar necessário devido ao processo de cronicidade e aumento da dor e da limitação funcional do paciente. As técnicas mais utilizadas são as osteotomias que são usadas para corrigir uma alteração biomecânica, como o joelho varo. As artroplastias totais que substituem a estrutura articular e diminuem a dor, além de melhorar a função, e as artrodeses que são pouco comuns, sendo realizadas basicamente para aliviar a dor e restaurar a estabilidade da articulação.

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO:
As aplicações do calor ou do frio são recursos valiosos na prática da fisioterapia. Ambos constituem-se em recursos terapêuticos de grande valia no alívio da dor e na melhora da função articular. Atualmente não existe um consenso entre os profissionais de reabilitação sobre qual dos recursos terapêuticos empregar em pacientes com artrose avançada. A literatura é vasta em defender o uso tanto da crioterapia quanto do uso sistemático do calor, seja ele na forma de calor superficial ou profundo.
O uso do calor no tratamento de pacientes portadores de gonartrose é eficaz, pois têm a propriedade de alivia a dor, aumentar a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, diminuir a rigidez das articulações, melhora o espasmo muscular e a circulação (Krusen, 1999).
Já para Rodrigues (2000), os efeitos terapêuticos da crioterapia são mais pronunciados pois através de pacotes ou o gelo em pinceladas se obtém os seguintes resultados: diminuição do espasmo muscular, alivio da dor, eficaz nos traumatismos (entorses, contusões, distensões musculares, etc.), previne o edema e diminui as reações inflamatórias.
As terapias usando o calor (termoterapia) e usando o frio (crioterapia) não levam à cura de nenhuma enfermidade, porém são instrumentos importantes que auxiliam no tratamento de várias patologias ortopédicas e neurológicas. São recursos que, quando aplicados adequadamente, reduzem o espasmo muscular e a sintomatologia dolorosa, preparando a região afetada para a aplicação de outras técnicas terapêuticas.
Segundo Petit (2001),na gonartrose, para o alivio da dor e inflamação serão utilizados termoterapia por condução, calor local e também eletroterapia, como o TENS e o interferencial. Para Rodrigues (2000), a crioterapia levará a um efeito analgésico, diminuindo o metabolismo tecidual, reduzindo os efeitos da histamina e da enzima colagenase presente no processo de destruição da cartilagem articular.
Já para Boscolo (2003), a crioterapia na gonartrose, tem atividade de sedação e de ação física, pois aumenta a viscosidade do líquido sinovial, onde a densidade é diretamente proporcional à temperatura e acrescenta que o gelo na prevenção da artrose é utilizado mais na intenção de diminuir o metabolismo local.

SINTOMAS E SINAIS
Os sinais e sintomas dos pacientes portadores de osteoartrose segundo Moreira (2001), são os seguintes:
- Dor e sensibilidade à mobilização, palpação ou manobras- Crepitação palpável, excepcionalmente audível- Espasmo e atrofia da musculatura articular satélite- Limitação da amplitude articular, sem anquilose como regra- Sinais discretos de inflamação articular, raramente acentuados- Derrame articular, comumente relacionado com trauma ou uso excessivo da junta.